O Livro dos Espíritos


Meus filhos,

Jesus nos abençoe!

Evocando a memorável data do surgimento, em Paris, de O Livro dos Espíritos, pedra angular da Revelação espiritista, todos nós, desencarnados e encarnados, vencidos por inusitada emoção, buscamos as fontes geratrizes da Espiritualidade para louvar o Celeste Doador pelas magnas concessões que nos propicia.


Transcorridos 115 anos da fé espírita, nos encontramos neste cenáculo recordando a Casa modesta da estrada de Jope, onde Simão Pedro e os companheiros diletos do Crucificado esparziam as bênçãos imorredouras da doutrina do amor.


Costuma-se dizer que os tempos são outros, as diretrizes novas, os métodos devem ser renovados.


O Espiritismo, no entanto, meus filhos, permanece como sendo Jesus em todos os dias da nossa vida, qual porto de amparo às nossas aspirações e barco de segurança para as nossas ambições.


Hoje, como no passado, a dor cavalga vitoriosamente e o desespero achincalha as nobres construções da inteligência. A razão, desvairada, não consegue domar as ânsias do coração necessitado. E o homem, ainda “lobo do homem”, se atira na voragem truanesca da posse e da destruição, deixando as mais belas conquistas transformadas em cemitério onde as cinzas das recordações não conseguem apagar nem abafar o lamento das viúvas e dos órfãos da retaguarda.


É por isso que, em evocando a data de O Livro dos Espíritos, que é marco histórico da Nova Era de libertação de consciências e de testemunho de imortalidade, aqui confraternizamos, para repetir aos companheiros da retaguarda carnal que se faz mister viver a Doutrina do /cristo em toda intensidade do sentimento, das emoções e do conhecimento.


É verdade que todos trazemos angústias e pesares, que aguardamos o lenço da consolação espírita para nossas lágrimas, para os nossos suores, como o bálsamo reconfortante, o penso refazente para as feridas do sentimento, do coração.


Convém, no entanto, não esquecermos que, ao nosso lado, ruge a tempestade e a batalha se agiganta, esperando a nossa contribuição a benefício dos mais infelizes do que nós.


Os que cremos, já possuímos a “pedra mágica do toque” da imortalidade colocada no coração. Os que sabemos, já somos coparticipantes do banquete da luz. Os que conhecemos, já recebemos a revelação como ponte de intercâmbio entre os dois mundos.


Para estes, que somos nós, não há meio termo, nem possibilidades de acomodação com as contingências vantajosas do mundo, na feição de deslealdade. A conduta seguirá a reta rígida da mensagem evangélica que nos impõe a transformação de dentro para fora.


Por esta razão, nesta Casa, como em outras, a luz do Cristo não pode ficar sob o alqueire, mas, no velador, oferecendo bênçãos, brindando apoio aos trôpegos e inseguros que aspiram a mais amplos horizontes e a mais largos ideais de vida.


Estais convidados para a Nova Era e não é lícito que estacioneis, custe o preço que vos seja exigido, sejam quais forem as condições que a misericórdia do Senhor vos imponha...


Não há outra diretriz a seguir, senão aquela que já tendes estereotipada na mente como sendo o sinete do Mestre Incomparável, para vos nortear todos os dias e todas as horas. Mergulhai a mente no Evangelho Restaurado e vivei-o em toda sua grandiosidade, em toda sua emoção.


Não desfaleçais na luta, nem desanimeis na hora do combate ou no instante do fracasso.


Jesus, na cruz, aparentemente vencido, é o herói de pé.


Aqueles que estão sob o fardo do fracasso no mundo, são os heróis da dignidade, que preferiram perder, na Terra, para ganhar a vida, a possuir os lauréis e perturbar a alma...


Filhos! Não há outra alternativa, nem outra recomendação, exceto a velha regra áurea do amor em todas e quaisquer circunstâncias.


Avançai com o Cristo, por Cristo e para Cristo hoje, quando recomeçais o labor em paredes novas, mas em santuário velho, em casa de pedra que o tempo vai consumir, na restauração da casa do Cristo, no entanto, erigida entre a manjedoura e a cruz – a sublime catedral dos atos, no santuário divino da natureza – para a comunhão com os homens.


...E guardando a certeza de que perseverareis, em nome dos companheiros de Além-túmulo, nós vos incitamos a crescer no bem e a marchar na direção da verdade.


São nossas as recomendações do serviço e do trabalho como únicas e eficazes terapêuticas para a saúde e a paz.


Pela significação desta data, suplicamos ao Amigo Divino e Vigilante que abençoe este santuário, transformando-o em templo de paz, em hospital-escola, em oficina de socorro e sabedoria para os cansados da rota.


Suplicando a Jesus que nos abençoe e guarde, meus filhos, por todas as horas, em todos os das, em nome da Espiritualidade presente, nós vos abraçamos com carinho paternal, ma condição de servidor humílimo de todos.


Autor: Bezerra de Menezes (Espírito)

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Compromissos Iluminativos, cap. 24

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