Momento espírita

Atualizado: Mar 1

"Vivemos, pensamos e operamos - eis o que é positivo.


E que morremos, não é menos certo.


"Mas, deixando a Terra, para onde vamos? Que seremos após a morte? Estaremos melhor ou pior? Existiremos ou não? Ser ou não ser, tal a alternativa. Para sempre ou para nunca mais; ou tudo ou nada: Viveremos eternamente ou tudo se aniquila de vez? É uma tese, essa, que se impõe.


"Todo homem experimenta a necessidade de viver, de gozar, de amar e ser feliz. Dizei ao moribundo que ele viverá ainda; que a sua hora é retardada; dizei-lhe sobretudo que será mais feliz do que porventura o tenha sido, e o seu coração rejubilará!"


Os conceitos acima pertencem a Allan Kardec, que os expressa no Capítulo 1 de "O Céu e o Inferno" donde os tomamos.


Todo homem que raciocina meditará, vez que outra, ao menos, nesta concisa sentença: "Vivemos, pensamos e operamos... E que morreremos não é menos certo."


Assim fazendo concluirá que duas alternativas se lhe apresentam: vida ou nada.


Buscando, através dos acontecimentos históricos, somente a vida lhe responderá a qualquer indagação.


A intuição lhe fala da vida.


Os fatos lhe atestam a vida.


A razão lhe confirma a vida.


A vida além-da-morte é indubitavelmente o coroamento do desgaste celular, no insondável do processo químico no sub-solo.


Cientificado dessa vida, faz-se mister preparar-se para enfrentá-la.


Sábios, pensadores, santos e cientistas, explicando-a, viveram de tal modo que atestaram a certeza de a encontrarem após.


Indispensável, portanto, cingir-se de valor para reservar no painel mental momentos espíritas de meditação e na vivência diária momentos espíritas de ação.


Tito, que lamentava o dia como perdido, por falta de uma ação nobre, não trepidou em destruir Jerusalém.


Carlos Magno, lutando sob a inspiração da Cruz, deixou-se arrastar por crueldade criminosa.


Clóvis, após a batalha de Tolbiac, na qual impiedosamente aniquilou os alamanes, empunhando o cetro de rei franco, e dizendo-se cristão, prosseguiu, cruel, mesmo quando a velhice e a fé deveriam tê-lo modificado...


É indispensável transformar-se.


O bloco de gelo é água que mudou de estado e requisita temperatura adequada para manter-se...


A porcelana é barro cozido que não voltará à condição primitiva.


Um sofreu modificação aparente.


Outro se transformou realmente.


Este, o gelo, é estático; aquele, o barro, experimentou a dinâmica do calor.


O crente parado enregela-se mas se derrete ante o ardor do testemunho.


O consciente do dever, através da crença, é atuante, lutador.


Para o crente morrer e repousar são a mesma coisa.


Para o consciente morrer é viver, crescendo em ação sem fim.


O momento espírita é o instante de exame quanto à conduta íntima - programa de felicidade.


O momento espírita é o ensejo de renovação espiritual - sanitarismo psíquico.


O momento espírita é treino, pré-vida - exercício para a vida diária e a vida eterna.


À hora da dor faze o teu momento espírita.


Chamado pelo desespero ou abandonado pela solidariedade, realiza o teu momento espírita.


Instado ao desequilíbrio exercita o momento espírita.


De momento em momento chegarás à conduta espírita, à vida espírita, qual moribundo que vê a sua hora ampliada pela saúde, longe de toda dor, sendo mais dito do do que sempre o foi com o coração prenhe de júbilos.


Autora: Joanna de Ângelis (Espírito)

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Espírito e Vida

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