Inimigos outros

Atualizado: 9 de nov. de 2019


Mencionamos, com muita frequência que os inimigos exteriores são os piores expoentes de perturbação que operam em nosso prejuízo.


Urge, porém, olhar para dentro de nós, de modo a descobrir que os adversários mais difíceis são aqueles de que não nos podemos afastar facilmente, por se nos alojarem no cerne da própria alma.


Dentre eles, os mais implacáveis são:


- o egoísmo, que nos tolhe a visão espiritual, impedindo vejamos as necessidades daqueles que mais amamos;


- o orgulho, que não nos permite acolher a luz do entendimento, arrojando-nos a permanente desequilíbrio;


- a vaidade, que nos sugere a superestimação do próprio valor, induzindo-nos a desprezar o merecimento dos outros;


- o desânimo, que nos impele aos precipícios da inércia;


- a intemperança mental, que nos situa na indisciplina;


- o medo de sofrer, que nos subtrai as melhores oportunidades de progresso, e tantos outros agentes nocivos que se nos instalam no espírito, corroendo-nos as energias e depredando-nos a estabilidade mental.


Para a transformação dos adversários exteriores contamos, geralmente, com o amparo de amigos que nos ajudam a revisar relações, colaborando conosco na constituição de novos caminhos; entretanto, para extirpar os que moram em nós, vale tão-somente o auxílio de Deus, com o laborioso esforço de nós mesmos.


Reportando-nos aos inimigos externos, advertiu-nos Jesus que é preciso perdoar as ofensas setenta vezes sete vezes, e decerto que para nos descartarmos dos inimigos internos - todos eles nascidos na trevas da ignorância - prometeu-nos o Senhor: “conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres”, o que equivale dizer que só estaremos a salvo de nossas calamidades interiores, através de árduo trabalho na oficina da educação.


Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Alma e Coração. Lição nº 31. Página 71

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