Fidelidade doutrinária

Atualizado: Mar 1

“O Espiritismo deve ser divulgado conforme foi apresentado por Allan Kardec, sem adaptações nem acomodações de conveniência em vãs tentativas de conseguir-se adeptos.


É a doutrina que se fundamenta na razão, que decorre da observação do fato em laboratório e, por isso mesmo, não se compadece com as extravagâncias em predomínio nos diferentes segmentos religiosos da Humanidade nos seus mais diversos períodos. Possui a sua própria estrutura, que resiste a quaisquer investidas e lutas, permanecendo inabalável, sem que tenha necessidade de reformular conceitos para acompanhar modismos e modernismos, a pretexto de adaptá-la aos caprichos então vigentes.


Por meio sub-reptício, porém, não faltam tentativas de enxerto de idéias e convenções, práticas inconvenientes e comportamentos que não encontram guarida na sua rígida contextura doutrinal que, aceitos, poderiam criar desvios, através dos quais atrairia os incautos e desconhecedores das suas propostas corretas, destituídas de compromissos com outras doutrinas, que iriam criar, sem dúvida, perturbações perfeitamente evitáveis.


Atualmente, alguns indivíduos pretendem deixar à margem os estudos dos seus postulados, para que sejam adotados programas com os quais o Espiritismo não tem compromisso nenhum.


Certamente, o desenvolvimento cultural do espírito faz parte da proposta doutrinária, no entanto, deve existir total preferência e comprometimento pelo estudo e reflexão nos ensinamentos que se encontram exarados na Codificação.


O Espiritismo possui suas próprias características, conforme delineadas por Allan Kardec, a fim de manter os seus aspectos filosófico, científico e religioso inalteráveis.


Qualquer enxerto, por mais delicado se apresente para ser aceito, fere-lhe a integridade, porque ele é um bloco monolítico, que não dispõe de espaço para adaptações, nem acréscimos que difiram da sua estrutura básica.


Indispensável, portanto, a vigilância de todos os espíritas sinceros, para que o escalracho seitista e sutil da invasão de teses estranhas não predomine no seu campo de ação, terminando por asfixiar a planta boa que é, cuja mensagem dispensa as propostas reformadoras, caracterizadas pela precipitação e pelo desconhecimento dos seus ensinamentos.


O Espiritismo resiste aos seus oponentes, que o caluniam insensatamente e aos seus adeptos invigilantes que se deixam fascinar pela vaidade, buscando promoção do ego, projeção da personalidade doentia, através da sua extraordinárias contribuição.


Simples como um raio de luz e poderoso como a chama crepitante, o Espiritismo é a resposta sábia dos Céus às interrogações da criatura aflita na Terra, conduzindo-a ao encontro de Deus.


Preservá-lo da presunção dos reformadores e das propostas ligeiras dos que o ignoram e apenas fazem parte dos grupos onde é apresentado, constitui dever de todos nós, encarnados e desencarnados, que fomos convidados ao esforço de edificar a Nova Era do Espírito Imortal, seguindo as pegadas de Allan Kardec, o discípulo fiel e incorruptível de Jesus”


Autor: Vianna de Carvalho (Espírito)

Médium: Divaldo Pereira Franco Salvador (BA), 07 de Agosto de 1996

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