Felicidade e dever

Atualizado: Mar 1

A procura da felicidade assemelha-se, no fundo, a uma caçada difícil.


Taxando-a por dom facilmente apresável, há quem a procure entre os mitos do ouro, enferrujando as mais belas faculdades da alma, na fossa da usura; quem a dispute no prazer dos sentidos, acordando no catre da enfermidade; quem lhe suponha a presença na exaltação do poder terrestre, acolhendo-se à dor de extrema desilusão, e quem a busque na retenção do supérfluo, apodrecendo de tédio, em câmaras de preguiça.


Não há felicidade, contudo, sem dever corretamente cumprido.


Observa, pois, o dever de que a vida te incumbe.


Vê-lo-ás, hora a hora, no quadro das circunstâncias.


- Na fé que te pede serviço.


- No serviço que te roga compreensão.


- No ideal que te pede caráter.


- No caráter que te roga firmeza.


- No exemplo que te pede disciplina.


- Na disciplina que te roga humildade.


- No lar que te pede renúncia.


- Na renúncia que te roga perseverança.


- No caminho que te pede cooperação.


- Na cooperação que te roga discernimento.


Por mais agressivos se façam os empeços da marcha, não te desvies da obrigação que te recomenda o bem de todos, sempre que puderes e quanto puderes, seja onde for.


Porque te mostres leal a ti mesmo, é possível que a maioria te categorize à conta de ingrato e rebelde, fanático e louco.


A maioria, no entanto, nem sempre abraça o direito. Não podemos esquecer que, no instante supremo da humanidade, ela, a maioria, estava com Barrabás e contra o Cristo.


Cumpre, assim, teu dever, e, tomando da Terra somente o necessário à própria manutenção, de modo a que te não apropries da felicidade dos outros, estarás atingindo a verdadeira felicidade, que fulge sempre, como bênção de Deus, na consciência tranquila.


Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Religião dos Espíritos. Lição nº 51. Página 129.

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