Domínio Espiritual

Atualizado: Mar 1

“Não estou só, porque o Pai está comigo.” Jesus. João, 16,32. 


Nos transes aflitivos a criatura demonstra sempre onde se localizam as forças exteriores que lhe subjugam a alma.


Nas grandes horas de testemunho, no sofrimento ou na morte, os avarentos clamam pelas posses efêmeras, os arbitrários exigem a obediência de que se julgam credores, os super sentimentalistas reclamam o objeto de suas afeições.


Jesus, todavia, no campo supremo das últimas horas terrestres, mostra-se absoluto senhor de si mesmo, ensinando-nos a sublime identificação com os propósitos do Pai, como o mais avançado recurso de domínio próprio.


Ligado naturalmente às mais diversas forças, no dia do calvário não se prendeu a nenhuma delas.


Atendia ao governo humano lealmente, mas Pilatos não o atemoriza.


Respeitava a Lei de Moisés; entretanto, Caifás não o impressiona.


Amava enternecidamente os discípulos; contudo, as razões afetivas não lhe dominam o coração.


Cultivava com admirável devotamento o seu trabalho de instruir e socorrer, curar e consolar; no entanto, a possibilidade de permanecer não lhe seduz o espírito.


O ato de Judas não lhe arranca maldições.


A ingratidão dos beneficiados não lhe provoca desespero.


O pranto das mulheres de Jerusalém não lhe entibia o ânimo firme.


O sarcasmo da multidão não lhe quebra o silêncio.


A cruz não lhe altera a serenidade.


Suspenso no madeiro, roga desculpas para a ignorância do povo.


Sua lição de domínio espiritual é profunda e imperecível.


Revela a necessidade de sermos “nós mesmos”, nos transes mais escabrosos da vida, de consciência tranquila elevada à Divina Justiça e de coração fiel dirigido pela Divina Vontade.


Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Caminho, Verdade e Vida 

0 visualização

Entre em contato conosco caso sua dúvida não tenha sido contemplada entre os itens apresentados aqui.

©2018 por Pensar Espírita.