Doce Mãe


Doce Mãe, Sereníssima Senhora,

Dos teus olhos velados de Doçura

Nasce fresca a alvorada, que fulgura

Na infortunada sombra de quem chora!

Quando meu ser vagava em noite escura,

Nas angústias do abismo que apavora,

Estendeste-me os braços, vendo, embora,

Minhas chagas de treva e de loucura ...

Ante o Regaço Fúlgido consente

Que minha fé se exalte, embevecida,

Prosternada, ditosa, reverente.

Recebe no dossel de Graça e Vida

O louvor de teu filho penitente,

No clarão de minh’alma convertida.

Do Livro: Volta Bocage, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

* [...] ele se dirige, humilde, a Maria Imaculada, pondo-lhe aos pés sua gratidão, pela graça de socorrê-lo na treva, e louvando-a, por lhe ter convertido a alma, agora iluminada. Desta maneira, o poeta nos apresenta a prece como dever da criatura, que espera dos Espíritos superiores o auxílio nas situações aflitivas em que se encontre; e esse precioso auxílio lhe vem nas horas de cegueira d´alma ou nos momentos de perturbação e desatino do Espírito.


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