Afinidades

Atualizado: 31 de Jan de 2019


O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.


Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.


Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.


O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.


Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.


A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir.


Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.


De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.


Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.


Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que nos cercam.


Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.


Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.


Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.


Conversações alimentam conversações.


Pensamentos ampliam pensamentos.


Demoramo-nos com que se afina conosco.


Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.


Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.


Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.


Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.


Trabalhar incessantemente é dever.


Servir é elevar-se.


Aprender é conquistar novos horizontes.


Amar é engrandecer-se.


Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contato com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.


Autor: Emmanuel (espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Roteiro. Lição nº 26

Entre em contato conosco caso sua dúvida não tenha sido contemplada entre os itens apresentados aqui.

©2018 por Pensar Espírita.