A Nova Era está sendo instalada

Há momentos na vida em que nos julgamos profundamente sozinhos.

A família de onde procedemos não nos entende os ideais, os amigos se colocaram na defensiva e a família que viemos a constituir nos isola numa nuvem de distanciamento que sufoca, oprime.

Parentes asseguram que nossos ideais são loucura e nossos sonhos viagens utópicas, e que precisamos descer ao solo da realidade humana, onde eles estagiam.

Incomensurável solidão nos vergasta a alma. Apatia crescente parece agigantar-se dentro de nosso íntimo, nos tirando o chão de apoio.

Não seja de estranhar esse momento na vida de cada um. Todo sonhador viveu e experimentou esses instantes.

Diante de uma sociedade ainda imperfeita e não cristianizada, todo aquele que proponha uma vida diferente do materialismo vigente será taxado de discordante ou esquizofrênico. Como abdicar da zona de conforto para dedicar-se a projetos de ajuda humanitária?

Para onde seguirão estes que sonham com uma sociedade igualitária, justa, fraterna e amiga?

Se o homem é lobo de seu próprio irmão, como fantasiar que um dia o leão e a gazela beberão água no mesmo regato sem agressão de um sobre o outro?

Vicejando numa cultura competitiva, não se tem como escapar daqueles que irão puxar nosso tapete em momento de descuido ou invigilância.

Em terra dos fortes o fraco não tem chance de sobrevivência.

Entretanto, visitados pelo pensamento cristão, travamos contato com a ética de Jesus. E nos deixamos abrasar pela certeza de que vale a pena lutar pela mudança de paradigmas numa sociedade que insiste na injustiça, navega na insensatez e convive com a hipocrisia e o cinismo como se fossem a coisa mais natural do mundo.

Passamos a adotar para nós mesmos outra estrutura de pensar.

A meditação substitui o pensamento acelerado.

A oração ocupa a vaga da vulgaridade mental.

A solidariedade passa a comandar ações no lugar do egoísmo primitivista.

Nos tiram. Cedemos.

Nos esbordoam a face. Perdoamos.

Nos furtam a capa. Ofertamos a túnica de presente.

Nos pisam as flores. Em silêncio, refazemos o jardim.

Nos xingam. Cantamos.

Nos acusam de falsários morais. Compreendemos a pequenez moral do agressor, o estimulando para que se faça melhor.

Esses novos paradigmas vieram para ficar. A doutrina de Jesus chegou há dois mil anos para diluir as sombras, acendendo claridade nova nos horizontes emocionais da criatura humana.

Paga o preço de tua fidelidade.

Aceita a maioria ainda cega e enxerga alguma coisa para a multidão de invidentes.

Fala de amor aos cultivadores do ódio.

Recita alguma poesia em meio ao pandemônio reinante.

Estamos em época de pandemia global. Sejamos alguma sanidade mental a tanta histeria e medo.

Por nossos braços, por nossas pernas e por nossa voz volta Jesus a atuar no mundo, descrucificando as traves invisíveis da revolta e das aflições, que ora atam milhões ao gólgota das alienações mentais e emocionais. Podes não libertar todos, mas a alguns farás muito bem.

Deixa-te conduzir por Ele, mesmo que te sintas pequeno. Sem Ele, serias bem menor.

A era nova será instalada com sacrifícios e dores, lágrimas e suores que cairão das faces decididas no solo triste do mundo, fertilizando o chão das almas cansadas para que haja fartura de pão.

O futuro pertence ao Espírito. Porfiemos, otimistas e diligentes. O bom pastor vela por suas ovelhas.

Autora: Marta (Espírito) Médium: Marcel Cadidé Mariano Centro Espírita Caminho da Redenção - Mansão do Caminho Salvador, 28.05.2020

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