A tua vida não termina no túmulo.


Com esta consciência aprende para a eternidade, reunindo valores que jamais se consumam.


Toda lição que liberta do mal se incorpora à alma, como força de vida indestrutível.


Fosse a morte o fim da vida, e sem sentido seria o Universo.


A criação se esmaeceria e o ser pensante estaria destituído de finalidade.


Tudo, porém, conclama o ser à glória eterna, à continuidade do existir, ao progresso incessante.


Estuda e trabalha sem cessar, com os olhos postos no teu futuro espiritual, vivendo alegre, hoje e pleno, sempre.


Autora: Joanna de Ângelis (Espírito)

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Vida Feliz

Recordo-me, mãezinha amada, com emoção indescritível, da nossa inolvidável convivência. Eu, pequenina, assustada, e tua segurança era a razão do meu equilíbrio.

Naquela tarde, em especial, chovia muito, e eu temia. Os céus encontravam-se escuros e clareavam-se com os relâmpagos em dança macabra, enquanto, gargalhando, o trovão aplaudia.

Eu fui dominada pelo horror!

Tomaste-me nos teus braços protetores e, com um sorriso suave no teu rosto delicado, apontaste para a tormenta e disseste-me:

— Filhinha, nunca temas os fenômenos que Deus produz na Natureza. Olha a chuva, que parece o pranto das nuvens de que a terra seca e sofrida tem necessidade para reverdecer-se e a vida persistir. É uma tempestade vigorosa, mas tem como finalidade diminuir e limpar a Natureza das cargas excessivas de eletricidade que se chocam, produzem luz e bailado com as gargalhadas do trovão. Observa, é uma festa grandiosa diante dos nossos olhos.

— Tenho medo, mamãe! – Eu exclamei trêmula.

Continuaste sorrindo, e, ante uma explosão que fez tremer a casa, continuaste falando:

— Tudo isto é de Deus, Nosso Pai, que está cuidando dos recursos para a manutenção da nossa vida. Confiemos n’Ele e respeitemos as forças colossais, sabendo que tudo está sob o Seu sublime controle…

Nunca mais temi nos tempos futuros. Aprendi a conviver com as borrascas da Natureza, a fim de bem sofrer as humanas.

Quando voltaste para o Paraíso, eu fiquei a sós. Muitas vezes, estive à borda do desespero e perguntei-me se a tua viagem fora também por Deus programada. Lentamente compreendi que sim, e, sempre que as tormentas me visitaram, eu recorri às nossas lembranças, aos teus ensinamentos, acalmando-me.

Fizeram-se tão naturais essas evocações, que passei a sentir a tua suave presença, e no meu coração sempre houve uma grande segurança que me fala da tua proteção.

Hoje também sou mãe. Mas não posso deixar de chamar-te nestes momentos difíceis ou silenciar as minhas ansiedades para sentir a doce emoção da tua presença.

A Terra está sob ameaça perigosa de um suplício silencioso e destrutivo. Sem luz nem aplauso. Arrebata as vidas e deixa os lares em terrível escuridão, ouvindo-se somente as dores que estrugem com gritaria e saudades que não encontram consolo.

Mãezinha inesquecível!

O mundo está em consumpção, e eu sinto-me pequena como naquele dia, temente e apavorada, sem saber como conduzir-me diante deste estranho monstro que está atormentando todos. A morte impiedosa passeia pelas ruas desertas das cidades, das vilas, dos campos, das metrópoles e passa várias vezes pela porta do meu lar ameaçadoramente.

Que fazer, anjo de Deus? O meu é um silêncio de ansiedade e expectativa.

Ouço, então, a tua dúlcida voz consoladora, que me arranca do desespero:

— Ora e confia. A peste é também de Deus, atendendo à loucura que se instalou no mundo. Tem por finalidade descarregar a psicosfera letal das mentes pervertidas…

Periodicamente, ela visita o planeta, quando o ser humano ultrapassa os limites da conduta voltada para a perversão e a crueldade, a fim de auxiliá-lo a despertar, compreender a própria fragilidade e progredir, facultando a paz que sempre vem depois.

— Oh! mãezinha querida! Compreendo-te, e acalmarei as minhas inquietações, segura de que Deus comanda a vida.

Agradecida e fiel, tua filhinha,

Autora: Amélia Rodrigues (Espírito)

Médium: Divaldo Pereira Franco.

(Psicografada na noite de 22 de abril de 2020, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia.)

Não te vejas e nem te sintas só


Mergulhado numa imensa arena de lutas materiais, o homem se vê sitiado por adversários de todos os lados.


As enfermidades cruéis e dilaceradoras esmagaram suas derradeiras esperanças.


A escassez de recursos e a constante ameaça de pobreza material o vergasta sem clemência.


A morte, impondo o luto, lhe faz sofrer a alma sensível.


A incerteza sobre o amanhã, que não consegue prever ante as mudanças repentinas, o faz refém da ansiedade devoradora.


Não obstante utilitário de uma tecnologia de ponta, essa comodidade que o elevou às estrelas e o fez descer às fossas oceânicas mais profundas não lograram ofertar-lhe serenidade e paz, permanecendo sempre inquieto no febril jogo da vida.


Pode medir o tempo com sofisticados equipamentos, mas não pode deter as horas que lhe alteram por completo as disposições e o empurram para a decadência orgânica inexorável.


Em desespero por uma juventude eterna, foge para aditivos químicos e cirurgias estéticas, na tentativa alucinada de corrigir no veículo carnal as marcas dos anos vividos.


Dar-se conta que esse ou aquele ponto do rosto pode ser alterado pela invasão do bisturi, mas não tem como reverter a certidão de nascimento.


O berço se lhe afigura etapa superada e o túmulo aduana que se recusa a atravessar, conferindo perante a rigorosa fiscalização da morte e da consciência os tesouros que ajuntou no transcurso da existência física.


Constata, em aflição íntima indescritível, que possui nas mãos apenas lauréis terrestres, moeda podre, bens transitórios que o mundo reclama de volta e os repassa a terceiros. Simplesmente vencido pela argumentação da vida, percebe tardiamente que esqueceu de viver.


Olvidou percorrer os campos e sentir o perfume das flores, tomar banho de chuva em tardes de verão, escutar num final de tarde a canção dolente das ondas do mar quebrando na praia vazia, emocionar-se com um poente de fogo, em que o sol decadente parece incendiar o horizonte de rosa.


Viveu para TER, esquecido de SER.


Visitado pelo crepúsculo da existência, tudo agora se lhe afigura ilusão e fantasia, medo do desconhecido e incertezas mil.


Já não é mais possível o recomeço, raciocina em mudo desencanto consigo mesmo.


Destituído de uma crença libertadora, sufocado pelo materialismo que apenas ajunta sem ter, fanatizado e manipulado por dogmas ilógicos e baldos de comprovação científica, sente a navalha do tempo descendo sobre o corpo alquebrado e fragiliza-se mais ainda.


Tivesse dedicado algum tempo diário ao cultivo de uma fé lúcida, privado da intimidade de livros edificantes, conhecido o que temia, ancorado seu barco intelectual nas praias vastíssimas da filosofia de Jesus e dela se valido para refazer conceitos e posturas, diferente seria esse final.


A tragédia humana teria se convertido em comédia. A viagem pelo corpo teria sido rica experiência iluminativa.


A reencarnação se lhe afiguraria como curso avançado de aprendizado espiritual, onde a família e o mundo teriam sido excepcionais salas de aula, ministrando ensinamentos de subido valor para a vida imortal.


A morte seria esvaziada de seu conteúdo doloroso, se constituindo em simples portal a abrir-se para o infinito, descortinando um novo mundo além das cinzas frias do mausoléu.


Dores seriam lições.


Desilusões, retorno à verdade.


Perdas materiais, ganhos espirituais.


Triunfos mundanos, apenas escalada aos montes da fantasia.


E Deus não teria sido apenas uma palavra distante, a ser pronunciada nos momentos de dor e aflição. Seria a constatação real e lúcida de que todo efeito tem uma causa e se a causa é lógica, inteligente, essa matriz tem que ser de igual teor.


Não te vejas nem te sintas só nestas inquietantes interrogações existenciais. Milhões estão contigo em pé de igualdade. Se ainda dispões de tempo e lucidez, matrícula-te desde hoje na divina ciência do auto conhecimento.


Descobre quem és.


Investiga a ti mesmo.


Elucida teus medos e devassa tuas fragilidades.


Tem coragem de exorcizar teus demônios íntimos, a responderem pelos nomes de presunção, arrogância, vaidade, egoísmo, orgulho, indiferença.


Elege o amor e a solidariedade como companhias diárias.


Sai de teu castelo de comodidades e visita os guetos de dor que te cercam.


Oferta simples sorriso à criança triste e ampara com tuas mãos o velhinho trôpego.


Filho da luz, redime-te na caridade!


És herdeiro de Deus e todo o universo te pertence.


Vive! Ama! Perdoa!


E terás um tesouro em teu céu íntimo.


Autora: Marta (Espírito)

Médium: Marcel Cadidé Mariano

Centro Espírita Caminho da Redenção/Mansão do Caminho

07.05.2020

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