Atualizado: Mar 1

Entre o Velho e o Novo Testamento encontram-se diferenças profundas e singulares, que se revelam, muitas vezes, como fortes contrastes ao espírito observador, ansioso pelas equações imediatas da experiência religiosa.


O Velho Testamento é a revelação da Lei.


O Novo Testamento é a revelação do Amor.


O Velho Testamento consubstancia elevadas experiências dos homens de Deus, que procuravam a visão verdadeira do Pai e de sua Casa de infinitas maravilhas.


O Novo Testamento representa a mensagem de Deus a todos os que O buscam no caminho do mundo.


Com o Velho Testamento, o homem bateu à porta da morada paternal, perseguido pelas aflições, que lhe flagelavam a alma, atribulado com os problemas torturantes da vida.


O Evangelho é a porta que se abriu, para que os filhos amorosos fossem recebidos.


No Velho Testamento, a estrada é longa e, vezes sem conta, as criaturas humanas desfaleceram entre os sofrimentos e as perplexidades.


No Novo Testamento, é a estrela da manhã espiritual, resplandecendo de amor infinito, no céu de uma nova compreensão.


No Velho Testamento, é o esforço humano.


O Evangelho é a resposta Divina.


A Bíblia reúne o trabalho santificador e a coroa da alegria. O Profeta é o Operário. Jesus é o salário na Revelação Maior.


Eis porque, com o Cristo, se estabeleceu o caminho, depois da procura torturante.


E é por esse caminho que a alma do homem se libertará da Babilônia do mal, que sempre lançou o incêndio no mundo, em todos os tempos.


A Bíblia, desse modo, é o Divino Encontro dos filhos da Terra com o seu Pai.


Suas imagens são profundas e sagradas.


De suas palavras, nem uma só se perderá.


Um dia, no cimo do monte da redenção, os homens entregar-se-ão, de braços abertos, ao seu Salvador e a seu Mestre.


Então, nessa hora sublime, resplandecerá, para todas as consciências da Terra, a Palavra de Deus.


Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Coletânea do Além. Lição nº 46. Página 108

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Atualizado: Mar 1

O mundo antigo, na opinião de eméritos escritores, conheceu sete maravilhas, nascidas de mãos humanas:


O túmulo de Mausolo, em Halicarnasso; a pirâmide de Quéops; o farol de Alexandria; o colosso de Rodes; os jardins suspensos de Semíramis, em Babilônia; a estátua de Zeus, em Olímpia, e o templo de Diana, em Éfeso.


Mas o soberbo sepulcro que Artemísia II mandou erigir à memória do esposo ficou entregue à poeira, ao esquecimento e à destruição. A pirâmide do grande faraó é um monstro glorioso e frio no deserto. O orgulhoso farol de quatrocentos pés de altura eclipsou-se nas brumas do passado. O colosso de Rodes, todo de bronze, foi arrasado por tremores de terra e vendido aos pedaços a famoso usurário. Os magníficos jardins da rainha assíria confundiram-se com o pó. A estátua imponente de Olímpia jaz entre as ruínas que marginam as águas de Alfeu. E o templo suntuoso, consagrado a Diana, em Éfeso, foi incendiado e destruído.


O mundo de hoje possui também as suas maravilhas modernas:


Os arranha-céus de Nova Iorque; a torre Eifel de Paris; a catedral de Milão; o museu do Louvre; o palácio de Versalhes; a construção de Veneza e o canal de Suez, além de outras como o telégrafo, o transatlântico, o avião, o anestésico, o rádio, a televisão e a energia atômica...


Existe, no entanto, certa maravilha de sempre que, acessível a todos, é o tesouro mais vasto de todos os povos da Terra.


Por ela, comungam entre si as civilizações de todos os tempos, no que possuem de mais valioso e mais belo.


Exuma os ensinamentos dos séculos mortos e permite-nos ouvir ainda as palavras dos pensadores egípcios e hindus à distância de milênios...


Faz chegar até nós a ideia viva de Sócrates, os conceitos de Platão, os versos de Virgílio, a filosofia de Sêneca, os poemas de Dante, as elucubrações de Tomás de Aquino, a obra de Shakespeare e as conclusões de Newton...


Alavanca da prosperidade, é o braço mágico do trabalho.


Lâmpada que nunca se apaga, é o altar invisível da educação.


Através dela, os sábios de ontem e de hoje falam às gerações renascentes, instruindo e consolando com a chama intangível da experiência...


E é ainda por ela que, no ponto mais alto da Humanidade, comunica-se Jesus com a vida terrestre, exortando o coração humano.


- Procurai o Reino de Deus e sua justiça... Perdoai setenta vezes sete... Ajudai aos inimigos... Orai pelos que vos perseguem e caluniam... Brilhe a vossa luz... Amai-vos uns aos outros como eu vos amei...


Essa maravilha de sempre é o LIVRO.


Sem ela, ainda que haja Sol no Céu para a Terra, a noite do espírito invadiria o mundo, obscurecendo o pensamento e matando o progresso.


Autor: Irmão X (Humberto de Campos - Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Relatos da Vida. Lição nº 06. Página 47

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