Senhor...

Diante da Manjedoura em que nos descerras o coração, ensina-nos a abrir os braços para receber-Te.

Não nos relegues ao labirinto de nossas ilusões, nem nos abandones ao luxo de nossos problemas.

Vimos ao Teu encontro, cansados de nossa própria fatuidade.

Sol da Vida, não nos confies às trevas da morte.

Fortalece-nos o bom ânimo.

Reaviva-nos a fé.

Induze-nos à confiança e à boa vontade.

Tu que renunciaste ao Céu em favor da Terra, ajuda-nos a descer, com o Supremo Bem, para sermos mais úteis!...

Tu que deixaste a companhia dos anjos sábios e generosos, por amor aos homens ignorantes e infelizes, auxilia-nos a estender com os irmãos mais necessitados que nós mesmos o tesouro de luz que nos trazes!...

Defende-nos contra os vermes da vaidade.

Ampara-nos contra as serpes do orgulho.

Conduze-nos ao caminho do trabalho e da humildade.

E, reconhecidos à frente do teu berço de luminosa esperança, nós te rogamos, sobretudo, os dons da simplicidade e da paz, para que sejamos contigo fiéis a Deus, hoje e sempre. Assim seja...

Autor: Emmanuel (Espírito) Médium: Francisco Cândido Xavier Livro: Antologia Mediúnica do Natal

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Desde a ascensão de Herodes, o Grande, que se fizera rei com o apoio dos romanos, não se falava na Palestina senão no Salvador que viria enfim...


Mais forte que Moisés, mais sábio que Salomão, mais suave que David, chegaria em suntuoso carro de triunfo para estender sobre a Terra as Leis do Povo Escolhido.


Por isso, judeus prestigiosos, descendentes das doze tribos, preparavam-lhe oferendas em várias nações do mundo. Velhas profecias eram lidas e comentadas, na Fenícia e na Síria, na Etiópia e no Egito. Dos confins do Mar Morto às terras de Abilena, tumultuavam notícias da suspirada reforma...


E mãos hábeis preparavam com devotamento e carinho o advento do Redentor. Castiçais de ouro e prata eram burilados em Cesareia, tapetes primorosos eram tecidos em Damasco, vasos finos eram importados de Roma, perfumes raros eram trazidos de remotos rincões da Pérsia... Negociantes habituados à cobiça cediam verdadeiras fortunas ao Templo de Jerusalém, após ouvirem as predições dos sacerdotes, e filhos tostados do deserto vinham de longe trazer ao santuário da raça a contribuição espontânea com que desejavam formar nas homenagens ao Celeste Renovador.


Tudo era febre de expectação e ansiedade. Palácios eram reconstruídos, pomares e vinhas surgiam cuidadosamente podados, touros e carneiros, cabras e pombos eram tratados com esmero para o regozijo esperado.


Entretanto, o Emissário Divino desce ao mundo na sombra espessa da noite...


Das torres e dos montes, hebreus inteligentes recolhem a grata notícia...


Uma estrela estranha rutila no firmamento...


O Enviado, porém, elege pequena manjedoura para seu berço de luz...


Milícias Angelicais rejubilam-se em pleno céu...


Mas nem príncipes, nem doutores, nem sábios e nem poderosos da Terra lhe assistem a consagração comovente e sublime.


São pastores humildes que se aproximam, estendendo-lhe os braços.


Camponeses amigos trazem-lhe peles surradas.


Mulheres pobres entregam-lhe gotas de leite alvo.


E porque as vozes do Céu se fazem ouvir, cristalinas e jubilosas, cantam eles também: - “Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os Homens!...”.


Ali, na estrebaria singela, estão Ele e o povo...


E o povo com Ele inicia uma nova era...


É por isso que o Natal é a festa da bondade vitoriosa.


Lembrando o Rei Divino que desceu da Glória à Manjedoura, reparte com teu irmão tua alegria e tua esperança, teu pão e tua veste.


Recorda que Ele, em sua divina magnificência, elegeu por primeiros amigos e benfeitores aqueles que do mundo nada possuíam para dar, além da pobreza ignorada e singela.


Não importa sejas, por enquanto, terno e generoso para com o próximo somente um dia.

Pouco a pouco, aprenderás que o espírito do Natal deve reinar conosco em todas as horas de nossa vida...


Então, serás o irmão abnegado e fiel de todos, porque, em cada manhã, ouvirás uma voz do Céu a sussurrar-te, sutil: - Jesus nasceu!... Jesus nasceu!...


E o Mestre do Amor terá realmente nascido em teu coração para viver contigo eternamente.


Autor: Irmão X/Humberto de Campos (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Antologia Mediúnica do Natal. Lição nº 47. Página 133

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“Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens.” - Lucas, 2:14.


As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o Grande Renovador, não apresentaram qualquer ação de reajuste violento.


Glória a Deus no Universo Divino.


Paz na Terra.


Boa vontade para com os Homens.


O Pai Supremo, legando a nova era de segurança e tranquilidade ao mundo, não declarava o Embaixador Celeste investido de poderes para ferir ou destruir. 


Nem castigo ao rico avarento.


Nem punição ao pobre desesperado.


Nem desprezo aos fracos.


Nem condenação aos pecadores.


Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.


Nem anátema contra o gentio inconsciente.


Derramava-se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, para o serviço da Boa Vontade.


A justiça do "olho por olho" e do "dente por dente" encontrara, enfim, O Amor disposto à sublime renúncia até à cruz.


Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria, assinalaram júbilo inexprimível...


Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria.


O algoz seria digno de piedade.


O inimigo converter-se-ia em irmão transviado.


O criminoso passaria à condição de doente.


Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos.


Em Sídon, os escravos deixariam de ter os olhos vazados pela crueldade dos senhores.


Em Jerusalém, os enfermos não mais sofreriam relegados ao abandono nos vales de imundície.


Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a, transitou vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento.


Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos, recorda que o Mestre, veio até nós para que nos amemos uns aos outros...


Natal!...


Boa Nova!...


Boa Vontade!...


Estendamos a simpatia a todos e comecemos a viver realmente com Jesus, sob os esplendores de um novo dia.


Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Antologia Mediúnica do Natal. Lição nº 17. Página 53

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