Desafiado pelo mundo, você, algumas vezes pensou em desistir.

Lutas intermináveis. Conflitos um atrás do outro.

Problemas insolúveis.

Inimigos que não ofertam trégua nem desejam diálogo.

Para que avançar?

Desistir de tudo e ofertar-se ao desânimo e à apatia, eis a solução!

Criado simples e ignorante, compete ao Espírito travar as lutas necessárias para progredir, pelo que, sem as refregas da evolução nunca chegará à condição da perfeição relativa a que está fadado.

Superada uma etapa, outra surge desafiadora e assim por diante.

Comprometido com o mal e assalariado pela ignorância, impõe a si mesmo a emancipação desses grilhões pelo esforço titânico da auto superação.

Com isso, sai da crisálida psíquica e gravita para a maturidade espiritual que dorme no íntimo profundo.

Toda vitória tem seu preço. Toda batalha deixa cicatrizes. Qualquer peleja impõe sacrifícios e transpiração.

Não se evolui por osmose.

Gravitando do ninhal da divindade como princípio espiritual até as expressões angélicas, irá trafegar pelos árduos caminhos da evolução, lapidando arestas e aperfeiçoando valores dormentes.

Atravessará rios caudalosos de dificuldades, oceanos de testes, lagos de aperfeiçoamento incessante e caminhará pelas terras áridas dos relacionamentos interpessoais.

Neles, ofertará e receberá. Atingirá e será atingido.

Amará e será odiado por isso.

Servirá, sem ser servido.

Perdoará aos ingratos.

Silenciará diante dos estúpidos e agressivos.

E com lágrimas e suores construirá a própria estrada, abandonando os baixios da inferioridade, ascendendo aos cimos da vida.

Alcançado um certo degrau, entenderá, agradecido, que a luta foi indispensável.

Bendirá as noites indormidas. Agradecerá os testemunhos ofertados. Entenderá as lutas e dores suportadas.

E com dilatada visão da vida, volverá ao mundo para despertar néscios e indiferentes, foragidos e recalcitrantes no mal, os apontando as glórias estelares.

Diante das provações, recorda-te de Jesus.

Assaltado pelo medo, segura na mão de Deus e caminha.

Acovardado ante o volume de desafios à sua frente, começa por dar solução aos mais simples e em breve estará enfrentando os mais difíceis.

Ora. E serás atendido.

Serve. E o ócio não te fará fardo na alma.

Perdoa. E caminharás leve pelas trilhas do mundo.

Espera. Tem soluções que competem a Deus.

Ante o novo dia, começa orando. Prossegue servindo e sorrindo, e ante o crepúsculo a se avizinhar, agradece mais um dia de oportunidades e possibilidades evolutivas.

Pela luta, estás a caminho de tua libertação.

O mundo é tua arena de sublimação. Teu corpo, teu uniforme de lutas.

As armas já estão contigo. Aprende a maneja-las e vencerás.

Paciência na dificuldade.

Resiliência nos desafios.

Amor diante do ódio.

Paz na guerra.

Solidariedade frente à indiferença.

Resignação no infortúnio.

Coragem nos embates existenciais.

Silêncio na gritaria.

Fé em si mesmo e em Deus.

Com isto, vencerás.

Autora: Marta (Espírito)

Médium: Marcel Cadidé Mariano

Centro Espírita Caminho da Redenção - Mansão do Caminho

Salvador, 18.05.2020

28 visualizações

Temos diversas formas de auxiliar:


- suprimir a penúria;


- estender a beneficência;


- criar a generosidade;


- consolar o sofrimento.


Existe, porém, uma delas ao alcance de todos e que pode ser largamente exercida em qualquer lugar: O Donativo da

Calma nos momentos atribulados da vida.


Recorda os bens espirituais que consegues distribuir e não marginalizes semelhante recurso.


Diante de reclamações e críticas, usa a tolerância que estabeleça a harmonia possível entre acusados e acusadores;


Recebendo injúrias e ofensas, silencia e esquece os desequilíbrios de que por ventura te fizeste vítima, sustando calamidades da delinquência;


Perante a agressividade exagerada de alguém, guarda a serenidade que balsamize corações e pacifique ambientes;


Encontrando veículos de discórdia, emprega o entendimento que afaste choques e conflitos capazes de suscitar azedume e perturbação.


Em qualquer lance difícil da existência, dispões da possibilidade de atuar beneficamente com os recursos da bondade e da compreensão que entretecem a garantia da paz.


Lembra a faísca lançada impensadamente quando se transforma em fogo descontrolado e devorador.


Qualquer criatura, quando se mostre agindo sem noção de responsabilidade, pode gerar incêndios lamentáveis, destruindo os mais altos valores da vida.


Por isso mesmo, onde estivermos, sejamos nós os Bombeiros de Deus.

Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Caminhos de Volta. Lição nº 24.

11 visualizações

Recordo-me, mãezinha amada, com emoção indescritível, da nossa inolvidável convivência. Eu, pequenina, assustada, e tua segurança era a razão do meu equilíbrio.

Naquela tarde, em especial, chovia muito, e eu temia. Os céus encontravam-se escuros e clareavam-se com os relâmpagos em dança macabra, enquanto, gargalhando, o trovão aplaudia.

Eu fui dominada pelo horror!

Tomaste-me nos teus braços protetores e, com um sorriso suave no teu rosto delicado, apontaste para a tormenta e disseste-me:

— Filhinha, nunca temas os fenômenos que Deus produz na Natureza. Olha a chuva, que parece o pranto das nuvens de que a terra seca e sofrida tem necessidade para reverdecer-se e a vida persistir. É uma tempestade vigorosa, mas tem como finalidade diminuir e limpar a Natureza das cargas excessivas de eletricidade que se chocam, produzem luz e bailado com as gargalhadas do trovão. Observa, é uma festa grandiosa diante dos nossos olhos.

— Tenho medo, mamãe! – Eu exclamei trêmula.

Continuaste sorrindo, e, ante uma explosão que fez tremer a casa, continuaste falando:

— Tudo isto é de Deus, Nosso Pai, que está cuidando dos recursos para a manutenção da nossa vida. Confiemos n’Ele e respeitemos as forças colossais, sabendo que tudo está sob o Seu sublime controle…

Nunca mais temi nos tempos futuros. Aprendi a conviver com as borrascas da Natureza, a fim de bem sofrer as humanas.

Quando voltaste para o Paraíso, eu fiquei a sós. Muitas vezes, estive à borda do desespero e perguntei-me se a tua viagem fora também por Deus programada. Lentamente compreendi que sim, e, sempre que as tormentas me visitaram, eu recorri às nossas lembranças, aos teus ensinamentos, acalmando-me.

Fizeram-se tão naturais essas evocações, que passei a sentir a tua suave presença, e no meu coração sempre houve uma grande segurança que me fala da tua proteção.

Hoje também sou mãe. Mas não posso deixar de chamar-te nestes momentos difíceis ou silenciar as minhas ansiedades para sentir a doce emoção da tua presença.

A Terra está sob ameaça perigosa de um suplício silencioso e destrutivo. Sem luz nem aplauso. Arrebata as vidas e deixa os lares em terrível escuridão, ouvindo-se somente as dores que estrugem com gritaria e saudades que não encontram consolo.

Mãezinha inesquecível!

O mundo está em consumpção, e eu sinto-me pequena como naquele dia, temente e apavorada, sem saber como conduzir-me diante deste estranho monstro que está atormentando todos. A morte impiedosa passeia pelas ruas desertas das cidades, das vilas, dos campos, das metrópoles e passa várias vezes pela porta do meu lar ameaçadoramente.

Que fazer, anjo de Deus? O meu é um silêncio de ansiedade e expectativa.

Ouço, então, a tua dúlcida voz consoladora, que me arranca do desespero:

— Ora e confia. A peste é também de Deus, atendendo à loucura que se instalou no mundo. Tem por finalidade descarregar a psicosfera letal das mentes pervertidas…

Periodicamente, ela visita o planeta, quando o ser humano ultrapassa os limites da conduta voltada para a perversão e a crueldade, a fim de auxiliá-lo a despertar, compreender a própria fragilidade e progredir, facultando a paz que sempre vem depois.

— Oh! mãezinha querida! Compreendo-te, e acalmarei as minhas inquietações, segura de que Deus comanda a vida.

Agradecida e fiel, tua filhinha,

Autora: Amélia Rodrigues (Espírito)

Médium: Divaldo Pereira Franco.

(Psicografada na noite de 22 de abril de 2020, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia.)

5 visualizações