P — Desejará você contar-nos alguma coisa de sua experiência, ao contato de Emmanuel, a respeito da atitude que devemos assumir perante as nossas próprias doenças?

R — Ele, tanto quanto outros amigos espirituais, nos ensinam que devemos receber as provações orgânicas com muita serenidade. Aliás, nesse sentido dentro da própria Igreja Católica, que todos consideramos como sendo a autoridade maternal em nossa civilização, dispomos do exemplo dos santos que nos auxiliam a considerar a moléstia como agente de purificação da alma.

Se aceitamos compulsoriamente a enfermidade como sendo uma prova que não merecemos; se nos desesperamos; se nos entregamos à impaciência, criamos uma espécie de taxa de aflição improdutiva sobre a inquietação que a doença nos traga.

A moléstia, sem paciência de nossa parte, se torna muito mais grave e, às vezes, muito mais intolerável, de vez que passamos a complicar e a obscurecer o ambiente assistencial em que nos encontremos, junto da família ou fora dela.

Com isso criamos, também, muita dificuldade para os médicos, convidados a auxiliar-nos, porquanto em qualquer quadro de desesperação, estabelecemos tempestades magnéticas no campo pessoal da nossa própria apresentação agindo em prejuízo de nós mesmos.

Quando vier a dor de cabeça, seja ela acompanhada de outra qualquer dor, considerando-se a dor de cabeça por dissabores quaisquer, peçamos a Deus coragem para suportá-la e, para isso, temos a oração que nos ajuda a restabelecer o próprio equilíbrio.

Entrevistado: Francisco Cândido Xavier

Livro – Entrevistas (Cap. 6 - Perguntas e Respostas, pergunta 64)

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Tão fácil relegar ao infortúnio os nossos irmãos caídos!...

Muitos passam por aqueles que foram acidentados em terríveis enganos e nada encontram a fim de oferecer-lhes, senão frases como estas: "eu bem disse", "avisei muito"...

No entanto, por trás da queda de nosso amigo menos feliz estão as lutas da resistência, que só a Justiça Divina pode medir...

Este foi impelido à delinquência e faz-se conhecido agora por uma ficha no cadastro policial; mas, até que se lhe consumasse a ruína, quanto abandono e quanta penúria terá arrastado na existência, talvez desde os mais recuados dias da infância!...

Aquele se arrojou aos precipícios da revolta e do desânimo, abraçando o delírio da embriaguez; contudo, até que tombasse no descrédito de si mesmo, quantos dias e quantas noites de aflição terá atravessado, a estorcegar-se sob o guante da tentação para não cair!...

Aquela entrou pelas vias da insensatez e acomodou-se no poço da infelicidade que cavou para si própria; todavia, em quantos espinheiros de necessidade e perturbação ter-se-á ferido, até que a loucura se lhe instalasse no cérebro atormentado!...

Aquele outro desertou de tarefas e compromissos em cuja execução empenhara a vitória da própria alma e resvalou para experiências menos dignas, comprometendo os fundamentos da própria vida; no entanto, quantas tribulações terá aguentado e quantas lágrimas vertido, até que a razão se lhe entenebrecesse, abrindo caminho à irresponsabilidade e à demência!...

Diante dos companheiros apontados à censura, jamais condenes!...

Pensa nas trilhas de provação e tristeza que perlustraram até que os pés se lhes esmorecessem, vacilantes, na jornada difícil!

Reflete nas correntes de fogo invisível que lhes terão requeimado a mente, até que cedessem às compulsões terríveis das trevas!...

Então, e só então, sentirás a necessidade de pensar no bem, falar no bem, procurar o bem e realizar unicamente o bem, compreendendo, por fim, a amorosa afirmação de Jesus: - "Eu não vim à Terra para curar os sãos".

Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Instrumentos do Tempo. Lição nº 12.

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Na preservação da segurança comunitária, contra a violência, atendamos à caridade que lhe evite a eclosão.


Onde te requisitem a opinião, sobre determinado assunto, fala para o bem, esquecendo o mal.


Aceita-te como és, com o que sabes e com o que tens, caminhando segundo o limite dos teus próprios passos.


Não clames por recursos maiores, antes que o tempo te amadureça o raciocínio, a fim de que saibas repartir com os outros as facilidades de tuas próprias aquisições.


Guarda a vida simples, de modo a não provocares a inveja destrutiva em determinados companheiros que ainda não possuem suficiente compreensão para te aplaudirem os destaques.


É justo sonhes com mais progresso e conforto, no entanto não procures vantagens, aos saltos, e nem te acomodes com a clandestinidade, capaz de complicar-te os caminhos.


Nas vias públicas, abstém-te de correr no encalço dos primeiros lugares que talvez te comprometam a própria existência.


Responde com serenidade aos que te interpelem sobre qualquer assunto, mantendo, tanto quanto possível, a disponibilidade de quem deseja ser útil.


O mundo vem sofrendo repetidas crises de violência.


Sê a paz, onde estejas e por mais desafios recebas à rixas e problemas estéreis, dialoga com respeito e bondade, seguindo adiante, em teu próprio caminho, sustentando, acima de tudo, a consciência tranquila com a Bênção de Deus.


Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Hoje. Lição nº 06

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