Meus queridos irmãos,

Jesus nos abençoe!

O homem moderno, fascinado pelas conquistas tecnológicas e ávido pelos prazeres anestesiantes, ensoberbece-se e, ignorando a destinação espiritual que o aguarda, deixa-se tresvariar pela alucinação da violência, derrapando na delinquência e na desesperação.

Depois de haver penetrado os arcanos do Universo, decifrando incontáveis enigmas da vida, e descoberto a intimidade da molécula, permite-se negar a realidade espiritual, repetindo a loucura dos pesquisadores e filósofos cepticistas da segunda metade do século passado, sem dar-se conta de que o conhecimento sem Deus conduz a mente aos paroxismos da revolta e da desolação.

Embora enriquecido pela cultura hodierna, após a grande viagem exterior, na busca desesperada do poder transitório e dos valores de pequena monta, deixa-se conduzir por manifestações psicopatológicas, que caracterizam este como sendo o “Século da angústia”.

No báratro das suas aflições, no entanto, volta-se, sob injunções de dor e lágrimas, na direção do túmulo, e começa a interrogar a vida a respeito das realidades legítimas que não tem sabido compreender nem valorizar...

Nesse homem aturdido, porém, encontra-se a oportunidade de construir o mundo novo, a era melhor do espírito, a que se referem as palavras renovadoras de Jesus.

Antídoto para as problemáticas afligentes da atualidade é o Espiritismo, conforme no-lo ofereceu Allan Kardec, em mensagem de lógica e ciência, de fé e razão, abrindo, o pórtico da Era Nova, mediante a proposição do Cristianismo restaurado.

Indispensável, portanto, estudar Kardec para melhor compreender e amar Jesus.

Imperioso conhecer o Espiritismo nas suas fontes puras para, com mais acerto, viver-se o Cristianismo, em espírito e verdade.

Eis por que saudamos, nos labores deste dia, um brado de renovação e uma metodologia libertadora, tendo em vista o momento grave em que se vive na Terra.

Só uma Doutrina que “enfrente a razão face a face” e encontre respaldo na ciência, poderá oferecer uma fé robusta capaz de conduzir a criatura com segurança pelo rumo da paz.

Espíritas, meus irmãos, estudai para conhecer e instruí-vos para viver o amor em toda a sua plenitude.

Não vos inquieteis ante as dificuldades que repontam em toda parte.

Mantende o ânimo seguro e permanecei vinculados ao Senhor, a “rocha nossa”.

Se convidados a violência, sede a paz; quando perseguidos, tornai-vos cordatos e, em qualquer circunstância, sede aqueles que amam, servem e passam edificando o Bem.

Dia virá em que bendireis o momento da luta áspera quando liberados da canga da aflição, puderdes contemplar o que fizestes e dizer: Senhor, aqui estamos os servos imperfeitos, que apenas fizemos o que nos foi recomendado, não merecendo mais do que a alegria do dever cumprido.

Autor: Bezerra de Menezes (Espírito)

Médium: Divaldo Pereira Franco

Obra: COMPROMISSOS ILUMINATIVOS, cap. 67, LEAL

Há momentos na vida em que nos julgamos profundamente sozinhos.

A família de onde procedemos não nos entende os ideais, os amigos se colocaram na defensiva e a família que viemos a constituir nos isola numa nuvem de distanciamento que sufoca, oprime.

Parentes asseguram que nossos ideais são loucura e nossos sonhos viagens utópicas, e que precisamos descer ao solo da realidade humana, onde eles estagiam.

Incomensurável solidão nos vergasta a alma. Apatia crescente parece agigantar-se dentro de nosso íntimo, nos tirando o chão de apoio.

Não seja de estranhar esse momento na vida de cada um. Todo sonhador viveu e experimentou esses instantes.

Diante de uma sociedade ainda imperfeita e não cristianizada, todo aquele que proponha uma vida diferente do materialismo vigente será taxado de discordante ou esquizofrênico. Como abdicar da zona de conforto para dedicar-se a projetos de ajuda humanitária?

Para onde seguirão estes que sonham com uma sociedade igualitária, justa, fraterna e amiga?

Se o homem é lobo de seu próprio irmão, como fantasiar que um dia o leão e a gazela beberão água no mesmo regato sem agressão de um sobre o outro?

Vicejando numa cultura competitiva, não se tem como escapar daqueles que irão puxar nosso tapete em momento de descuido ou invigilância.

Em terra dos fortes o fraco não tem chance de sobrevivência.

Entretanto, visitados pelo pensamento cristão, travamos contato com a ética de Jesus. E nos deixamos abrasar pela certeza de que vale a pena lutar pela mudança de paradigmas numa sociedade que insiste na injustiça, navega na insensatez e convive com a hipocrisia e o cinismo como se fossem a coisa mais natural do mundo.

Passamos a adotar para nós mesmos outra estrutura de pensar.

A meditação substitui o pensamento acelerado.

A oração ocupa a vaga da vulgaridade mental.

A solidariedade passa a comandar ações no lugar do egoísmo primitivista.

Nos tiram. Cedemos.

Nos esbordoam a face. Perdoamos.

Nos furtam a capa. Ofertamos a túnica de presente.

Nos pisam as flores. Em silêncio, refazemos o jardim.

Nos xingam. Cantamos.

Nos acusam de falsários morais. Compreendemos a pequenez moral do agressor, o estimulando para que se faça melhor.

Esses novos paradigmas vieram para ficar. A doutrina de Jesus chegou há dois mil anos para diluir as sombras, acendendo claridade nova nos horizontes emocionais da criatura humana.

Paga o preço de tua fidelidade.

Aceita a maioria ainda cega e enxerga alguma coisa para a multidão de invidentes.

Fala de amor aos cultivadores do ódio.

Recita alguma poesia em meio ao pandemônio reinante.

Estamos em época de pandemia global. Sejamos alguma sanidade mental a tanta histeria e medo.

Por nossos braços, por nossas pernas e por nossa voz volta Jesus a atuar no mundo, descrucificando as traves invisíveis da revolta e das aflições, que ora atam milhões ao gólgota das alienações mentais e emocionais. Podes não libertar todos, mas a alguns farás muito bem.

Deixa-te conduzir por Ele, mesmo que te sintas pequeno. Sem Ele, serias bem menor.

A era nova será instalada com sacrifícios e dores, lágrimas e suores que cairão das faces decididas no solo triste do mundo, fertilizando o chão das almas cansadas para que haja fartura de pão.

O futuro pertence ao Espírito. Porfiemos, otimistas e diligentes. O bom pastor vela por suas ovelhas.

Autora: Marta (Espírito) Médium: Marcel Cadidé Mariano Centro Espírita Caminho da Redenção - Mansão do Caminho Salvador, 28.05.2020

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Em quase todos os povos da Terra se verificou a existência da escravidão.

Seja ela do homem sobre outro homem, sobre a mulher, inimigos vencidos em batalhas, de alguma forma a civilização esteve destacada pela sujeição de um ser ao outro.

Valeu-se da escravidão para construção das grandes pirâmides no Egito, dos jardins da Babilônia, dos templos gregos e de Roma nos seus primórdios.

Esta persistiu até as últimas décadas do século XX, quando uma nação africana foi a última a abolir de sua constituição a prática escravagista.

O Brasil registra em sua história a prática hedionda por quase quatro séculos, ocorrendo especialmente contra a raça negra de origem afro descendente.

Pelourinhos e senzalas, troncos de martírios e capitães do mato são tristes páginas de nossa história, a retratar as lágrimas daqueles que foram arrancados de suas terras de origem e trazidos em imensos navios negreiros para o serviço pesado da lavoura comercial, a despontar em nossa nação, constituindo fase importante de seus ciclos econômicos.

Graças a esses braços vigorosos, a essas lágrimas salgadas e doridas este país se fez celeiro do mundo, arrancando a cada ano safras cada vez maiores.

Mas nada disso pode justificar a exploração do homem sobre outro homem, prática totalmente contrária à lei divina de liberdade, que garante que nenhum espírito pode ou deve ser sujeitado a força a outro ser.

A escravidão, sob qualquer ângulo que se observe, é ato desumano, arbitrário, violando a mencionada lei natural.

Evocando o 13 de maio de 1888, desejamos assinalar o canto triste dos que viram suas vidas arrancadas de seus lares da África querida.

Da saudade atroz que os venceu na travessia oceânica.

Da chibata que lhes arrancou lágrimas sucessivas no tronco doloroso dos gemidos intermináveis.

Reverenciar os que lutaram para emancipar dos grilhões da intolerância milhões de negros cativos do principal direito do ser humano, depois do direito à vida.

Bendizer o sopro de liberdade que paira hoje sobre todos, ainda tisnado por comportamentos desequilibrados, que insistem na dominação de uma raça sobre outra, atendendo seus caprichos e paixões.

E nos posicionamos ao lado dos que combatem pelo esclarecimento e pela educação a moderna escravidão.

Escravos dos vícios.

Cativos das paixões.

Prisioneiros do fanatismo.

Servos alienados da intolerância.

Vassalos inconscientes da violência e da agressividade.

Reféns do medo.

Todos eles são escravos por opção.

Proclamam liberdade, mas deixaram-se escravizar pela pusilanimidade emocional.

Comovida, bendizemos a lei áurea que alforriou milhares de cativos, findando senzalas e inaugurando dia novo na história, evocando o ser mais puro e libertário da história humana.

Jesus Cristo.

Ele veio nos ensinar como romper algemas e correntes íntimas, libertando o espírito do jugo da matéria, senhora de engenho de bilhões de seres, até hoje escravos da visão estreita da vida.

Banido do mundo num madeiro infame, subiu para o Pai de braços abertos, evidenciando Sua plena liberdade espiritual, sujeitando-se tão somente às leis divinas, que veio cumprir com uma conduta reta e um pensamento isento de mácula.

Anotando em ti qualquer sujeição a algo contrário à lei de evolução, tem coragem suficiente de igualmente te alforriar do teu senhor de engenho.

Se desconheces quem seja teu escravista mor, toma de um espelho e descobrirás rapidamente.

Nada podes fazer em relação ao teu ontem, mas podes desde hoje fazer novo futuro.

Rompido os grilhões, avança para teu desiderato.

Ser cativo apenas do amor de Deus e da ética de Jesus.

Autora: Marta (Espírito)

Médium: Marcel Cadidé Mariano

Fonte: Centro Espírita Caminho da Redenção/Mansão do Caminho

Salvador, 13.05.2020

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