O Lar não é somente o santuário de alvenaria, onde reconfortas o corpo. É também o reino das almas, onde o teu coração reclama a bênção da paz e a alegria de viver. É o templo, em cujo altar vivo o Senhor nos situa o espírito para o aprendizado na escola humana.

Aprende a servir dentro dele, a fim de que possas representar dignamente o papel que te cabe no mundo.

Semeia, aí dentro, no recinto abençoado que te viu crescer, a bondade e o entendimento.

Quando não fores compreendido por aqueles que te cercam nos laços da consanguinidade, cultiva o auxílio silencioso, em benefício dos que te rodeiam.

Em casa, quase sempre, aliam-se a nós os amores mais santos, construindo-nos o paraíso mais doce, e prendem-se ao nosso temporário destino na Terra as aversões mais profundas em tempestades do sentimento.

Sob o véu misericordioso da reencarnação, amigos e adversários aí se congregam, disputando o prêmio do aprimoramento espiritual.

Em razão disso, e possível sofras, no campo familiar os tormentos mais rudes, entretanto, não te desesperes, nem te desanimes.

Ilhado pelas incompreensões perdoa e serve sem descansar.

Fustigado pela discórdia, não te confies à tristeza destrutiva.

Regozija-te com a possibilidade de recapitular pequeninas experiências, lutando pela própria regeneração,

Se compulsoriamente afastado daqueles que amas em razão da rebeldia deles mesmos, ampara com as vibrações do pensamento amigo aqueles que te expulsam.

Um dia, a luz brilhará sobre a mente crepuscular dos nossos companheiros infelizes, assim como o dia volta a raiar, ao fim de cada noite.

Jamais te esqueças de que o Lar é uma Bênção de Deus na Terra.

Não grites, nem te revoltes, dentro dele. Não te entregues à crueldade ou ao desalento, entre as suas fronteiras de amor.

Lembra-te de que a tua casa é bendito refúgio do teu pão, dos teus sonhos e do teu estímulo ao trabalho renovador.

No Lar, temos o nosso mais valioso curso de abnegação e fraternidade e, quando praticarmos o ensinamento do amor puro, com quem nos partilha a mesa e se entrelaça conosco, através do calor do mesmo sangue, então estaremos inteiramente habilitados para seguir com Jesus, no apostolado do bem à humanidade inteira.

Autor: Néio Lucio (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Esperança e Vida. Lição nº 10. Página 30

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Nem sempre amadurecido para os embates existenciais, o homem tende, muitas vezes, a empreender fugas dos conflitos que o visitam, buscando aditivos para furtar-se à ocorrência dos mesmos.

Amedrontado diante do sofrimento, opta por negar a necessidade das mudanças interiores, evadindo-se por mecanismos vários, na tentativa de blindar-se das ocorrências inditosas.

Visitado pelas decepções, foge para o álcool.

Atormentado pelos conflitos íntimos, elege as drogas ilícitas para anestesiar a consciência.

Sacudido pelos conflitos familiares, aliena-se na glutonaria, com que desfigura o corpo e antecipa a morte pelos excessos.

Acovardado para encarar de frente as dificuldades de relacionamentos conturbados e difíceis, mergulha enlouquecido no trabalho, esgotando-se precocemente e arruinando a alegria de viver.

A falta de meditação e de silêncio interior tem sido fatores que predispõe o ser às fugas psicológicas várias, impedindo que a criatura desenvolva musculatura emocional para os enfrentamentos necessários ao seu processo de maturidade psicológica, única via pela qual aprende a conviver nos meios adversos e entre pessoas diferentes, sem conflitar consigo mesmo.

Os embates são necessários para maturação do ser em trânsito pelos infinitos caminhos da evolução, e as lutas aprimoram o Espírito para superação de seus limites, a caminho da plenitude.

As evasivas apenas adiam o problema, o tornando em muitas circunstâncias mais difícil e complicado, exigindo mais energia e disposição para sua superação.

Fundamental que o ser se conheça, avaliando suas ferramentas de lutas evolutivas e se predispondo às análises de cada situação posta pela vida diante de seus passos.

Após, busque na oração a necessária inspiração para enfrentamento do problema, avançando amparado na certeza da própria imortalidade, sabedor antecipado que tudo passa e que cada noite escura terá que ceder espaço a um novo amanhecer.

Aprenderá a ceder para vencer. Admitirá que muitos desafios são resgates de equívocos pretéritos, hoje exigindo reparação.

Adversários são vítimas de ontem, algozes são afeições tripudiadas de maneira leviana e cruel, cobrando justa reparação na atualidade.

Sabendo-se devedor, não adotará descaminhos que o isentem das dívidas contraídas. Buscando amadurecer para a vida, selecionará os recursos que tiver disponível dentro de si para equacionar da melhor forma possível o conflito à sua frente.

Em lugar do ódio, adotará o perdão.

Esquecerá a revanche criminosa para dilatar laços de amizade.

Abandonará o punhal com o qual silenciou adversários outrora, distribuindo flores de paz e concórdia entre desafetos.

Em vez de calúnia ou infâmia, utilizará o verbo para edificar e esclarecer, aceitando a própria imaturidade como desafio a ser superado a imenso esforço próprio.

Somente assim singrará o oceano largo da existência entre tempestades e ventos destruidores, aportando a frágil embarcação dos sentimentos no porto seguro da maturidade espiritual, guiado pela fé em Deus e pela bússola do Cristo, a nos amparar em todos os lances aflitivos da travessia pelos áridos caminhos do mundo.

Autora: Marta (Espírito)

Médium: Marcel Cadidé Mariano

Centro Espírita Caminho da Redenção/Mansão do Caminho

Salvador, 02.06.2020

Temos diversas formas de auxiliar:


- suprimir a penúria;


- estender a beneficência;


- criar a generosidade;


- consolar o sofrimento.


Existe, porém, uma delas ao alcance de todos e que pode ser largamente exercida em qualquer lugar: O Donativo da

Calma nos momentos atribulados da vida.


Recorda os bens espirituais que consegues distribuir e não marginalizes semelhante recurso.


Diante de reclamações e críticas, usa a tolerância que estabeleça a harmonia possível entre acusados e acusadores;


Recebendo injúrias e ofensas, silencia e esquece os desequilíbrios de que por ventura te fizeste vítima, sustando calamidades da delinquência;


Perante a agressividade exagerada de alguém, guarda a serenidade que balsamize corações e pacifique ambientes;


Encontrando veículos de discórdia, emprega o entendimento que afaste choques e conflitos capazes de suscitar azedume e perturbação.


Em qualquer lance difícil da existência, dispões da possibilidade de atuar beneficamente com os recursos da bondade e da compreensão que entretecem a garantia da paz.


Lembra a faísca lançada impensadamente quando se transforma em fogo descontrolado e devorador.


Qualquer criatura, quando se mostre agindo sem noção de responsabilidade, pode gerar incêndios lamentáveis, destruindo os mais altos valores da vida.


Por isso mesmo, onde estivermos, sejamos nós os Bombeiros de Deus.

Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Caminhos de Volta. Lição nº 24.

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