“E, se ali houver algum filho da paz, repousará sobre

ele a vossa paz; e, se não, ela voltará para vós.”

Jesus (Lucas, 10:6)

Em verdade, há muitos desesperados na vida humana. Mas quantos se apegam, voluptuosamente, à própria desesperação? Quantos revoltados fogem à luz da paciência? Quantos criminosos choram de dor por lhes ser impossível a consumação de novos delitos? Quantos tristes escapam, voluntariamente, às bênçãos da esperança?

Para que um homem seja filho da paz, é imprescindível trabalhe intensamente no mundo íntimo, cessando as vozes da inadaptação à Vontade Divina e evitando as manifestações de desarmonia, perante as leis eternas.

Todos rogam a paz no Planeta atormentado de horríveis discórdias, mas raros se fazem dignos dela.

Exigem que a tranquilidade resida no mesmo apartamento onde mora o ódio gratuito aos vizinhos, reclamam que a esperança tome assento com a Inconformação e rogam à fé lhes aprove a ociosidade, no campo da necessária preparação espiritual.


Para esmagadora maioria dessas criaturas comodistas a paz legítima é realização muito distante.


Em todos os setores da vida, a preparação e o mérito devem anteceder o benefício.


Ninguém atinge o bem estar em Cristo, sem esforço no bem, sem disciplina elevada de sentimentos, sem iluminação do raciocínio.


Antes da sublime edificação, poderão registrar os mais belos discursos, vislumbrar as mais altas perspectivas do plano superior, conviver com os grandes apóstolos da Causa da Redenção, mas poderão igualmente viver longe da harmonia interior, que constitui a fonte divina e inesgotável da verdadeira felicidade, porque se o homem ouve a lição da paz cristã sem o propósito firme de se lhe afeiçoar, é da própria recomendação do Senhor que esse bem celestial volte ao núcleo de origem como intransferível conquista de cada um.

Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Vinha de Luz, item 65

Temos diversas formas de auxiliar:


- suprimir a penúria;


- estender a beneficência;


- criar a generosidade;


- consolar o sofrimento.


Existe, porém, uma delas ao alcance de todos e que pode ser largamente exercida em qualquer lugar: O Donativo da

Calma nos momentos atribulados da vida.


Recorda os bens espirituais que consegues distribuir e não marginalizes semelhante recurso.


Diante de reclamações e críticas, usa a tolerância que estabeleça a harmonia possível entre acusados e acusadores;


Recebendo injúrias e ofensas, silencia e esquece os desequilíbrios de que por ventura te fizeste vítima, sustando calamidades da delinquência;


Perante a agressividade exagerada de alguém, guarda a serenidade que balsamize corações e pacifique ambientes;


Encontrando veículos de discórdia, emprega o entendimento que afaste choques e conflitos capazes de suscitar azedume e perturbação.


Em qualquer lance difícil da existência, dispões da possibilidade de atuar beneficamente com os recursos da bondade e da compreensão que entretecem a garantia da paz.


Lembra a faísca lançada impensadamente quando se transforma em fogo descontrolado e devorador.


Qualquer criatura, quando se mostre agindo sem noção de responsabilidade, pode gerar incêndios lamentáveis, destruindo os mais altos valores da vida.


Por isso mesmo, onde estivermos, sejamos nós os Bombeiros de Deus.

Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Caminhos de Volta. Lição nº 24.

"E quando ouvirdes de guerras e sedições,

não vos assusteis". Jesus (Lucas, 21:9)

O aprendiz sincero de Cristo para merecer-lhe a assistência generosa precisa conservar intangível o caráter resoluto. É indispensável que o coração do discípulo se entregue às mãos do Mestre com a firmeza necessária.


Instituindo os princípios redentores do Evangelho, Jesus não desconhecia que iniciava período imenso de lutas e trabalhos sacrificiais. Ele que observava o orgulho romano, o dogmatismo farisaico, a vaidade e o preconceito de todos os tempos, manteria a ingenuidade de crer no Evangelho vitorioso sem suor e sem lágrimas?


Quando pronunciou a primeira palavra de amor, contava com os inimigos gratuitos e esperava os embates inevitáveis. Por isso mesmo, seu apostolado está cheio de luz, compaixão, verdade e bondade, mas igualmente cheio de resistência.


As nações aflitas da Terra referem-se hoje à guerra de nervos com o sabor da última novidade. No entanto, este gênero de combate preocupou o Salvador, há dois mil anos.

Jesus sabia que o medo é mais destrutivo que a espada,

que o homem atemorizado é homem vencido. Ninguém ignora que o conflito devastador dos dias que correm é o duelo formidando da sombra contra a luz.


A vitória do bem reclama espíritos fortalecidos de coragem e fé, acima de tudo. É indispensável combater a tensão nervosa, como quem sabe que o medo é o adversário terrível oculto na cidadela de cada um. O mundo cheio de sombras do mal não oferece lugar a espectadores. Cada homem deve encarregar-se do trabalho que lhe compete. A guerra de nervos traz ameaças, gritos, terrores, bombas, incêndios, metralhadoras, mas o defensor do bem traz o caráter firme, solidificado na confiança em Deus e em si mesmo. O discípulo do Senhor não ignora que os cristãos morreram nos circos, de mãos vazias, mas na qualidade de combatentes pelo bem e pela verdade.


Nestas horas de apreensões justas, recordai as palavras serenas do Mestre: - "E quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis".

Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Harmonização. Lição nº 19. Página 101.

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