Não perderás tempo, reclamando contra a vida.

Na hipótese de que te empenhes realmente pela aquisição do conhecimento espírita, reflete na lei da reencarnação.

És um espírito eterno envergando temporária forma física, à maneira de um servidor vestindo uniforme de trabalho, francamente deteriorável e passageiro.

Observa os próprios hábitos e tendências e perceberás o que foste nas existências passadas.

Analisa os que te rodeiam, no círculo doméstico-social e identificarás com quem te comprometeste para sanar os próprios débitos ou traçar a própria senda de elevação.

Estuda o quadro que te emoldura as atividades e anotarás de que ponto deves partir em demanda à melhoria.

Sobretudo, é preciso ponderar que se ninguém nasce para o mal, muito menos renascerá para reconstruí-lo ou reafirmá-lo. Um aluno repete o currículo de lições no objetivo de ganhar a frente, não para acomodar-se à retaguarda.

Convence-te de que retornamos à Terra com o fim de ampliar os valores do bem, cada vez mais.

Indispensável corrigir-nos naquilo que erramos.

Replantar dignamente a leira do destino que relegamos outrora ao relaxamento.

Levantar aqueles que impelimos à queda. Amar os que aborrecemos.

Acender alegria nos corações que encharcamos de lágrimas.

Estás hoje no lugar e na posição em que podes claramente doar à vida, na pessoa dos outros, tudo aquilo que és capaz de sentir, pensar, falar ou fazer de melhor.

Autor: Emmanuel (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: No Portal da Luz - Cap. Perante a Reencarnação

P — Desejará você contar-nos alguma coisa de sua experiência, ao contato de Emmanuel, a respeito da atitude que devemos assumir perante as nossas próprias doenças?

R — Ele, tanto quanto outros amigos espirituais, nos ensinam que devemos receber as provações orgânicas com muita serenidade. Aliás, nesse sentido dentro da própria Igreja Católica, que todos consideramos como sendo a autoridade maternal em nossa civilização, dispomos do exemplo dos santos que nos auxiliam a considerar a moléstia como agente de purificação da alma.

Se aceitamos compulsoriamente a enfermidade como sendo uma prova que não merecemos; se nos desesperamos; se nos entregamos à impaciência, criamos uma espécie de taxa de aflição improdutiva sobre a inquietação que a doença nos traga.

A moléstia, sem paciência de nossa parte, se torna muito mais grave e, às vezes, muito mais intolerável, de vez que passamos a complicar e a obscurecer o ambiente assistencial em que nos encontremos, junto da família ou fora dela.

Com isso criamos, também, muita dificuldade para os médicos, convidados a auxiliar-nos, porquanto em qualquer quadro de desesperação, estabelecemos tempestades magnéticas no campo pessoal da nossa própria apresentação agindo em prejuízo de nós mesmos.

Quando vier a dor de cabeça, seja ela acompanhada de outra qualquer dor, considerando-se a dor de cabeça por dissabores quaisquer, peçamos a Deus coragem para suportá-la e, para isso, temos a oração que nos ajuda a restabelecer o próprio equilíbrio.

Entrevistado: Francisco Cândido Xavier

Livro – Entrevistas (Cap. 6 - Perguntas e Respostas, pergunta 64)


Não deixes que o dia se ponha sem praticares, pelo menos, uma boa ação melhorando os próprios créditos no caminho espiritual.

Vejamos algumas receitas e sugestões ao alcance de todos:

- doar um prato de alimento a quem sofre em penúria;

- entregar uma peça de roupa aos que gemem no frio;

- improvisar o conforto de uma criança menos feliz;

- promover ainda que migalha de assistência, a benefício dessa ou daquela mãe desditosa;

- oferecer um livro nobilitante;

- escrever uma página de esperança e alegria aos amigos ausentes;

- conter a irritação;

- evitar a palavra inconveniente;

- escutar, com paciência e bondade, a conversação inoportuna, no equilíbrio de quem ouve, sem elogiar a invigilância e sem condenar a inabilidade dos que falam, tocados de boa intenção;

- prestar serviço desinteressado aos enfermos;

- assegurar dois minutos de prosa consoladora aos doentes;

- cultivar o espírito de sacrifício, em favor dos outros, seja em casa ou na rua;

- plantar uma árvore proveitosa;

- acrescentar a alegria dos que fazem o bem;

- auxiliar, de algum modo, aos que procuram auxiliar;

- encaminhar parcelas de recursos amoedados, conquanto ligeiras, a irmãos em necessidade;

- articular algumas frases calmantes em hora de crise;

- usar a palavra na construção do melhor a fazer;

- remover espontaneamente um perigo na via pública.

Na base de uma boa ação por dia, terás o crédito de trezentos e sessenta e cinco boas ações por ano; se aumentares a contagem, em tempo breve, somente a Contadoria Divina conseguirá relacionar a extensão de teus bens imperecíveis e o valor de teus investimentos no erário da Vida Eterna.

Autor: Albino Teixeira (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Caminho Espírita. Lição nº 42

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