Senhor de Infinita Bondade.


No santuário da oração, marco renovador do meu caminho, não Te peço por mim, Espírito endividado, para quem reservaste os tribunais de Tua Excelsa Justiça.

A Tua compaixão é como se fora o orvalho da esperança em minha noite moral, e isto basta, ao revel pecador que tenho sido.


Não Te peço, Senhor, pelos que choram.

Clamo por Teu amor e benefício dos que fazem as lágrimas.


Não Te venho pedir pelos que padecem.

Suplico-Te a bênção para todos aqueles que provocam sofrimento.


Não Te lembro os fracos da Terra.

Recordo-Te quantos se julgam poderosos e vencedores.


Não intercedo pelos que soluçam de fome.

Rogo-Te amor para os que lhes furtam o pão.


Senhor Todo-Bondoso!...


Não Te trago os que sangram de angústia.

Relaciono diante de Ti os que golpeiam e ferem.


Não Te peço pelos que sofrem injustiças.

Rogo-Te pelos empreiteiros do crime.


Não Te apresento os desprotegidos da sorte.

Sugiro Teu amparo aos que estendem a aflição e a miséria.


Não Te imploro mercê para as almas traídas.

Exorto-Te o socorro para os que tecem os fios envenenados da ingratidão.


Pai compassivo!...


Estende as mãos sobre os que vagueiam nas trevas...

Anula o pensamento insensato.

Cerra os lábios que induzem à tentação.

Paralisa os braços que apedrejam.

Detém os passos daqueles que distribuem a morte...


Ajuda-nos a todos nós, filhos do erro, porque somente assim, ó Deus piedoso e justo, poderemos edificar o paraíso do bem com todos aqueles que já Te compreendem e obedecem, extinguindo o inferno daqueles que, como nós, se atiram desprevenidos, aos insanos torvelinhos do mal!...”


Autor: Cerinto (Pseudônimo) (Espírito)

Médium: Francisco C. Xavier

Livro: À Luz da Oração

O Lar não é somente o santuário de alvenaria, onde reconfortas o corpo. É também o reino das almas, onde o teu coração reclama a bênção da paz e a alegria de viver. É o templo, em cujo altar vivo o Senhor nos situa o espírito para o aprendizado na escola humana.

Aprende a servir dentro dele, a fim de que possas representar dignamente o papel que te cabe no mundo.

Semeia, aí dentro, no recinto abençoado que te viu crescer, a bondade e o entendimento.

Quando não fores compreendido por aqueles que te cercam nos laços da consanguinidade, cultiva o auxílio silencioso, em benefício dos que te rodeiam.

Em casa, quase sempre, aliam-se a nós os amores mais santos, construindo-nos o paraíso mais doce, e prendem-se ao nosso temporário destino na Terra as aversões mais profundas em tempestades do sentimento.

Sob o véu misericordioso da reencarnação, amigos e adversários aí se congregam, disputando o prêmio do aprimoramento espiritual.

Em razão disso, e possível sofras, no campo familiar os tormentos mais rudes, entretanto, não te desesperes, nem te desanimes.

Ilhado pelas incompreensões perdoa e serve sem descansar.

Fustigado pela discórdia, não te confies à tristeza destrutiva.

Regozija-te com a possibilidade de recapitular pequeninas experiências, lutando pela própria regeneração,

Se compulsoriamente afastado daqueles que amas em razão da rebeldia deles mesmos, ampara com as vibrações do pensamento amigo aqueles que te expulsam.

Um dia, a luz brilhará sobre a mente crepuscular dos nossos companheiros infelizes, assim como o dia volta a raiar, ao fim de cada noite.

Jamais te esqueças de que o Lar é uma Bênção de Deus na Terra.

Não grites, nem te revoltes, dentro dele. Não te entregues à crueldade ou ao desalento, entre as suas fronteiras de amor.

Lembra-te de que a tua casa é bendito refúgio do teu pão, dos teus sonhos e do teu estímulo ao trabalho renovador.

No Lar, temos o nosso mais valioso curso de abnegação e fraternidade e, quando praticarmos o ensinamento do amor puro, com quem nos partilha a mesa e se entrelaça conosco, através do calor do mesmo sangue, então estaremos inteiramente habilitados para seguir com Jesus, no apostolado do bem à humanidade inteira.

Autor: Néio Lucio (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Esperança e Vida. Lição nº 10. Página 30

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Não deixes que o dia se ponha sem praticares, pelo menos, uma boa ação melhorando os próprios créditos no caminho espiritual.


Vejamos algumas receitas e sugestões ao alcance de todos:


- doar um prato de alimento a quem sofre em penúria;


- entregar uma peça de roupa aos que gemem no frio;


- improvisar o conforto de uma criança menos feliz;


- promover ainda que migalha de assistência, a benefício dessa ou daquela mãe desditosa;


- oferecer um livro nobilitante;


- escrever uma página de esperança e alegria aos amigos ausentes;


- conter a irritação;


- evitar a palavra inconveniente;


- escutar, com paciência e bondade, a conversação inoportuna, no equilíbrio de quem ouve, sem elogiar a invigilância e sem condenar a inabilidade dos que falam, tocados de boa intenção;


- prestar serviço desinteressado aos enfermos;


- assegurar dois minutos de prosa consoladora aos doentes;


- cultivar o espírito de sacrifício, em favor dos outros, seja em casa ou na rua;


- plantar uma árvore proveitosa;


- acrescentar a alegria dos que fazem o bem;


- auxiliar, de algum modo, aos que procuram auxiliar;


- encaminhar parcelas de recursos amoedados, conquanto ligeiras, a irmãos em necessidade;


- articular algumas frases calmantes em hora de crise;


- usar a palavra na construção do melhor a fazer;


- remover espontaneamente um perigo na via pública.


Na base de uma boa ação por dia, terás o crédito de trezentos e sessenta e cinco boas ações por ano; se aumentares a contagem, em tempo breve, somente a Contadoria Divina conseguirá relacionar a extensão de teus bens imperecíveis e o valor de teus Investimentos no erário da Vida Eterna.

Autor: Albino Teixeira (Espírito)

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: Caminho Espírita. Lição nº 42.

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